Smartphones e etiqueta – como não parecer um bocó

Eu já observava, há algum tempo, o quanto os tais smatphones distanciam as pessoas, e a primeira vez que percebi isto foi em uma viagem a São Paulo (capital), em que me sentei à mesa de um café e observei as outras mesas à minha volta: em todas elas as pessoas estavam com seus iPhones, BlackBerrys e afins, e naquelas em que havia duas ou mais pessoas, elas não conversavam entre si. Talvez enviassem DMs umas às outras, vai saber.

Happy hour dos tempos modernos

Depois, em um voo SP/BSB, fiquei analisando o quando as pessoas relutam em desligar seus aparelhos dentro do avião, até o último minuto (algumas precisam da bronca das comissárias de bordo), e que a primeira coisa que fazem quando a aeronave pousa é ligar seus telefones e checar se houve alguma atualização importantíssima que perderam em uma hora de voo.

A internet, em si, já distanciou as pessoas, fenômeno observável principalmente entre crianças e adolescentes, que trocaram as brincadeiras saudáveis e os passeios por jogos online de RPG e redes sociais. Com a era dos smartphones, foram atingidos também os adultos, que passam grande parte de seus dias com seus brinquedinhos caros e cheios de utilidades inúteis.

Nova era das relações interpessoais

“Senti na pele” isso quando meu marido pegou seu iPhone. “Damn you, Steve Jobs”, publiquei no Facebook dele, pois era a única forma de manter algum contato. Tá bom, exagerei um pouco, mas foi mais ou menos assim.

Pra não dizerem que eu estou mentindo, enquanto pesquisava imagens para este post, achei uma matéria em um blog que diz que, em pesquisa realizada pela Telenav, 50% dos americanos preferem abrir mão de cafeína, chocolate e exercícios físicos a se desfazer de seus smartphones. E 1/3 deles prefere nunca mais fazer sexo a ser condenado a uma vida sem seu brinquedinho. (fonte: http://techaddictionblog.wordpress.com/category/smartphone-addiction/). E eu achando que vida sem sexo e chocolate não fosse vida, vai ver é porque não sei mexer no meu BBerry – pois é, tenho um, e uso só pra efetuar chamadas e mandar SMS, ao melhor tijolão style.

"Será que tem algum aplicativo pra gente fazer sexo virtual"?

Então, meus queridos usuários de smartphones, ficam aqui as minhas “dicas de etiqueta” para usarem seus brinquedinhos sem parecer (muito) um idiota :

  • A primeira e mais importante: use com moderação. Sim, porque se café vicia, chocolate vicia, sexo vicia, e grande parte das pessoas estão dispostas a largar todos esses pelos seus aparelhinhos, só podemos concluir que smartphone é um vício, né?
  • Quando estiver na companhia de outras pessoas, guarde o seu aparelhinho. Não tem coisa mais chata que ter que ficar olhando pro teto enquanto suas companhias estão absortas em seus mundinhos virtuais portáteis. A menos, claro, que todas vocês compartilhem do mesmo vício e prefiram ficar navegando a interagindo entre si, mas aí eu sugeriria que todos pedissem comida em suas próprias casas enquanto batem papo no Whatsapp pra não passar vergonha;
  • Maneire no uso de aplicativos como o Foursquare. Ninguém quer saber quando você faz check in no banheiro, muito menos se você virou mayor do trono (o mesmo serve pras postagens no twitter, facebook e afins, é muito chato quem passa o dia descrevendo as suas atividades cotidianas – tomar banho, escovar os dentes e etc. são obrigações, não acontecimentos);
  • Nunca, jamais insinue que você é melhor e mais cool que uma pessoa que não tem um smartphone e que não consegue viver sem o seu. Provavelmente a resposta que você vai ouvir é que enquanto ela faz sexo, você edita fotos no Instagram;
  • Seu smartphone deve ser um passatempo, não uma prioridade. Existem coisas muito mais importantes que adquirir um gadget eletrônico que estará obsoleto em poucos meses.

Bem estas são as diquinhas que eu consegui pensar no momento, das coisas que mais me irritam em pessoas que não largam seus aparelhinhos. O meu marido aprendeu, vocês também conseguem, rs. Fica o espaço aberto a outras diquinhas que vocês quiserem dar.

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Feias, gordas e pobres – só pode ser inveja

Foi em 2008 que descobri o que era um “blog de moda e beleza”, enquanto procurava fotos de modelos de vestidos pra minha formatura – em Direito – no ano seguinte. “Caí” em um e gostei da leitura, e os links do blogroll me direcionaram a uns que gostei, outros que nem tanto.

A grande atratividade dos blogs era a possibilidade ter acesso às novidades antes delas aparecerem nas revistas, e ver a opinião de uma pessoa que teve a oportunidade de testar algum produto e ainda teve a bondade de perder seu tempo para dar a sua opinião sobre ele ali, naquele seu espacinho, na sua hora de folga, abrindo mão de seu precioso tempo para prestar um serviço de informação a desconhecidos. Isso foi em 2008…

Produtinhos "básicos" de beauté

Veio o grande “boom” dos blogs, nem sei ao certo quando, só sei que quando vi tinha gente reclamando de empresas que tinham a cara-de-pau de pedir resenhas de graça. E usando Chanel, quando antes passava os fins de semana garimpando “achadinhos” em lojas de departamento. E largando o emprego pra viver de blogar.

Foi de uma hora pra outra – ao menos aos olhos das leitoras – que blog de moda e maquiagem virou um negócio rentável. Quem não tinha o seu e vislumbrou os $$, correu pra fazer – mesmo que nem soubesse o que falar do assunto. Pras “blogueiras ricas” foi mais fácil: só colocar um vestidinho grifado, uma bolsa Hermès, um sapato Louboutin, e voilà, temos um blog de looks do dia, que automaticamente é considerado “blog de moda”, mesmo que não haja textos sobre moda no espaço e  que algumas autoras em questão tenham um gosto duvidoso pra se vestir (mas é um Chanel…).

Eu sou RYCA! RYCA!

Junto com a repentina fama, surgiram legiões de fãs, carinhosamente apelidadas de “talifãs” por alguns. Até algumas “facções”, já que muitas vezes a blogueira “x” é inimiga mortal da blogueira “y”, e as fãs mais fervorosas compram brigas virtuais e até ameaçam de morte.

Passou a ser muito comum ler em posts e em comentários, à exaustão, as expressões “haters gonna hate”, “só pode ser recalque” e “quem critica tem inveja porque é feia, gorda e pobre”. Como diria Sandra Annenberg: que deselegante!

Primeiro o são as que vão a esses blogs com o único intuito de ofender, que é diferente de fazer uma crítica, já que críticas podem ser construtivas (e, a meu ver, o público que acessa tem o direito de criticar). Depois, as próprias blogueiras, já que algumas tiveram o ego tão inflado pela quantidade de banners piscando na lateral e pelos comentários das admiradoras talifãs, que passaram a taxar qualquer tipo de crítica (ainda que construtiva) e divergência de opinião como inveja ou recalque, e o emissor da opinião como hater ou “feia, gorda e pobre”.

Ainda, as fãs, que idolatram suas ídolas e não têm senso crítico pra ponderar sobre determinada questão antes de tomar as dores e, elas mesmas, proferirem tais ofensas, como se estivessem esperando uma recompensa por defender a ídola. E, por fim, por parte dos que criticam tudo isso, mas usando os mesmos argumentos que os anteriores (olha o “gorda, pobre e feia” aí de novo!).

Talifan detected

Ainda acompanho certos blogs; uns pelo conteúdo, outros pelas fotos, alguns pelas risadas, mas estou saturada de ver tanta baixaria e “barraco”. Então, ficam aqui as minhas “dicas de etiqueta” pra toda essa gente:

  • Às blogueiras, que lidem melhor com as críticas. Se tem gente falando que seu blog não tem conteúdo, que as propagandas não são transparentes ou que você já foi mais humilde, provavelmente é verdade mesmo. Pesquise e enriqueça seus posts, leia e aumente seu vocabulário, preocupe-se com a escrita e o visual. Afinal, se seu blog virou profissão, você tem o dever de ser profissional, sem essa desculpa que é um espaço pessoal e que você posta o que quiser e como quiser. Informe as leitoras quando for um publipost, elas têm o direito de saber que você vendeu a sua opinião. E não há nada de errado nisso, se você tiver vendido a opinião pra falar de algo em que acredita. Jamais associe a sua imagem a um produto que você não usa e não recomendaria se fosse de graça. Seja humilde sempre, ser esnobe é feio até pra Madonna. E tenha bom senso ao incentivar o consumismo desenfreado, o mundo não é renovável.
  • Às fãs, que ajam como adultas, não como adolescentes. Não tem coisa mais feia que mulheres crescidas agindo e se portando como teenagers! Se é pra ter ídolos, inspire-se em pessoas que lutem por um mundo melhor, que tenham feito algo de relevante, ou que sejam pessoas boas e inspiradoras. Roupas, sapatos e maquiagens são pequenos luxos, adquiri-los não deve ser um ideal de vida. Tenha senso crítico, filtre as informações, conheça seu corpo, sua pele, seus cabelos e seus gostos. Você não precisa de uma coisa só porque a blogueira tem ou falou que é bom. Adeque seu estilo e suas compras às suas necessidades e seu estilo de vida, afinal, quem mora em Maceió dificilmente vai precisar de uma calça de couro pra ir pra balada…
  • Às pessoas que acompanham tudo isso e têm suas críticas, que tenham educação na hora de expô-las. Se a pessoa vai se ofender com uma crítica construtiva colocada de maneira não ofensiva, o problema é dela. E só se manifeste se você tiver motivos e fundamentos, não faz sentido uma pessoa não gostar de algum blog e estar todo dia lá, criticando.

E, por favor, todas, vamos parar com o “feia, gorda e pobre”? Todos esses conceitos são preconceituosos e relativos. A beleza conforme aceita pela sociedade atual é efêmera, vai embora junto com a juventude ou com a validade do botox. Gordas somos todas nós que não usamos 36 nem medimos 1,75, afinal esse é o padrão modelo de magreza. E riqueza não se mede pelas roupas que se usa, conheço quem não use nada de marca, more em um palacete e tenha a conta do banco recheada e gente que anda com a Chanel embaixo do braço pelas baladas top, mas só sai quando consegue convite e carona, porque todo o dinheiro que sobra das compras cabe num cofre de porquinho…

Mas um porquinho coberto de Swarovski, bem!

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Etiqueta na praia – Leve embora seu lixo

Aproveitando que o verão começou agorinha, resolvi abordar em meu primeiro post a questão do lixo nas praias. Acho incrível que, em pleno 2011, era da inclusão digital e do acesso praticamente irrestrito à informação, ainda exista gente que vai à praia, passa o dia e, ao sair, deixa garrafas, bitucas, papeis e plásticos para trás.

Imundície no paraíso

Uma das primeiras coisas que aprendemos na escolinha, junto com o abecedário, é que não devemos jogar lixo no chão. Por que, quando o tempo passa e nos tornamos adultos, esquecemos de regrinha tão básica e simples?

Todos esses restos de lixo são nocivos aos animais marinhos e que vivem nas praias. Sacos plásticos, garrafas, tampinhas e afins sufocam e matam, entre outros, tartarugas, pinguins, gaivotas e peixes.

Qual futuro me espera?

E, se não bastasse isso, ainda temos as bitucas de cigarro, descartadas sem dó na areia, como se fosse um grande cinzeiro – e isso eu já vi muita gente que se declara “nativo” e “defensor da natureza” fazer também! Não vou entrar no mérito que praia é um lugar pra se entrar em contato com a natureza, respirar ar puro e que cigarros deveriam passar bem longe dali, mas se você não fica sem a sua fumacinha fedorenta, então leve um cinzeiro, uma sacola e despeje nela as suas bitucas, que devem ser colocadas no lixo mais próximo.

Retrato da porquice humana

Não importa que haja garis que limpem a praia depois que você vai embora. Não importa que a pessoa ao seu lado esteja jogando lixo na areia. Não há desculpa que justifique poluir um ambiente natural tão bonito e do qual gostamos tanto, afinal, você pretende voltar lá, um dia, não? Então comece por si e dê o exemplo!

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O nome, a descrição e os clichês.

Logo que tive a ideia do blog, veio a dúvida do nome dele. Descobri que ou eu não tenho criatividade, ou é muito difícil resumir uma ideia a respeito de educação em um nome tão pequeno e numa descrição tão curta. Achar uma imagem que passasse uma vaga ideia do tema, então… afinal, essa educação de que falo é uma coisa abstrata.

E pensando vagamente em assuntos pros posts futuros, percebi que vão aparecer por aqui muitos clichês, como “gentileza gera gentileza” e outras frases batidas que são do conhecimento de todos, ainda que não tenham autoria definida.

Então refleti, que se todo o conceito de educação, gentileza e afins é um clichê, por que esquecemos tanto de aplicá-lo na vida real?

Desde pequenos, aprendemos que as “palavrinhas mágicas” são: por favor, obrigado(a) e com licença. Por que, depois de passada a tenra infância, esquecemos o quão “mágicas” são estas palavras?

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Começando…

Foi em um flash que resolvi criar esse blog. Há tempos queria um espaço meu pra escrever o que quisesse, mas não sabia sobre o que iria falar. Até que percebi que passo grande parte do tempo lamentando o quanto as pessoas estão mal educadas e grosseiras, e pensei em falar sobre educação, essa coisa tão em falta nestes tempos modernos.

Falo aqui daquela educação que está ligada aos valores, que vem de berço. Não importa em qual escola você estudou, qual faculdade cursou, se tem mestrado ou doutorado, pra quantos países já viajou, em que bairro mora, qual carro dirige ou quantas bolsas de grife você tem.

Educação de verdade é ser gentil e cordial com as pessoas à sua volta. É contar até (pelo menos) cinco em um momento de irritação, antes de estourar em impropérios (ou coisa pior) com quem quer que seja. É ceder o lugar a uma pessoa de idade, puxar a cadeira pra namorada, pra mãe e pra avó. É ser transparente, honesto e íntegro, e uma série de outras coisas que ao longo das postagens vão se fazer entender.

Não escrevo esse blog por ser um modelo de educação e paciência, nem tenho a pretensão de ditar como devem agir as pessoas. Pretendo com ele observar o comportamento das pessoas ao meu redor, para rever meus próprios atos e exercitar a paciência.

E se alguém gostar do meu espaço, espero que sirva de motivação pra fazer e ensinar que outros façam o mesmo.

Sofia.

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